Universenil


I
Ver passsar os sóis,
disformes e informes,
naturais...
acima de nós.
Observar estrelas,
que psiconorteando,
envenenam com sua beleza,
os humanos.
Cosmos distantes,
estranha aproximação dos paralelos.
Credos distantes,
estranha aproximação dos seres.
Resquícios galaxiais,
quasares enevoados do pensamento.
Pulsares emitindo luzes,
vistos escuros ao amanhecer.
Nebulosas a passar.
Anos.
Diferenças mileniais.
Poderio ultrapassado.
Quadragésima grandeza da macromolécula.
Universal, senil...

II
Estupidez nuclear,
quinta avenida, wall street.
Claridão repentina...
Explosão!
Imensidão destroncada e
volts microbimoleculares.

III
Nos vazios que sobram
falta compreender,
conceitos, fórmulas
e metódos evasivos.
Seguir qual caminho?
Caminhando na direção...
direcionar posições,
posicionar a ação,
acionar a válvula...
Escape!
Escapar através dele,
explicar por Freud,
inocentar ações,
Semear, colher, faca e garfo.

IV
Capa nutriz de um ovo,
com divisões internas,
eternas!

V
Cresce no frio,
vê o que passa, ou
sente, morre e desaparece...
não volta mais, não pode.

VI
Universo velho,
ultrapassado,
senil.

28.04.1982