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Coelet
Roberto Diamanso
Antes que não tenha rima
A imensa lida
Antes que saias a perguntar nas avenidas:
- Cadê lua, cadê a tua luz amiga?
- Cadê, cadê você querida
Antes que venha aquela atrevida
Tomar tudo debalde
Antes que seja tarde
Antes que venham venham aqueles dias
Em que digas:
- Não tenho mais prazer na vida!
A vida furta-cor
Furta sabor
E rouba melodia
Antes que se parta
O copo de ouro
E se despedace o cântaro
E a roda junto ao poço
Lembra-te do teu Criador
Enquanto és moço
Eu tô de bem com meu Deus
Eu tô de bem com meu Deus
Que te mandou um abraço;
Vem fazer uso do espaço
Lá do esquerdo do meu peito.
Aqui está a igreja;
Eu adoro olhando as imagens
Que cantam, dançam e pegam
Que eu até me peguei:
Como de mim são iguais?
Semelhantes são as tais
Com o Artesão que as fez.
Não há "primos inter pares"
O Primeiro entre os irmãos
Está à direita do Pai
E é tão bem vindo entre nós
Lembrado ao partir do pão
Fala aos que aqui estão
Ávidos para ouvir Sua voz.
Que te mandou um abraço;
Vem fazer uso do espaço
Lá do esquerdo do meu peito.Aqui está a igreja;
Eu adoro olhando as imagens
Que cantam, dançam e pegam
Que eu até me peguei:
Como de mim são iguais?
Semelhantes são as tais
Com o Artesão que as fez.
Não há "primos inter pares"
O Primeiro entre os irmãos
Está à direita do Pai
E é tão bem vindo entre nós
Lembrado ao partir do pão
Fala aos que aqui estão
Ávidos para ouvir Sua voz.
Pedra de Amolar
Aquele que comigo,
quando eu choro,chora
Aquele que comigo dança,
A este jamais direi:
Ora,não me amoles
Porque se como o ferro com ferro se afia
Afia o homem a seu amigo
Isto hoje te digo: Podes me amolar!
Ó Deus, dá que quando entre eu e meu amigo
Houver atrito a ponto de sair faísca de fogo
Que eu não me desaponte porque esse tal
É enviado teu pra que eu não fique cego
Porque cego não vê que sem o esmeril
Se perde o fio, o gume
Quem pode perceber, não perde a comunhão,assume
Estende a mão, aceita
A pedra de amolar
Roberto Diamanso
quando eu choro,chora
Aquele que comigo dança,
A este jamais direi:
Ora,não me amoles
Porque se como o ferro com ferro se afia
Afia o homem a seu amigo
Isto hoje te digo: Podes me amolar!
Ó Deus, dá que quando entre eu e meu amigo
Houver atrito a ponto de sair faísca de fogo
Que eu não me desaponte porque esse tal
É enviado teu pra que eu não fique cego
Porque cego não vê que sem o esmeril
Se perde o fio, o gume
Quem pode perceber, não perde a comunhão,assume
Estende a mão, aceita
A pedra de amolar
Roberto Diamanso
Ar de Graça
A poesia há de vir
Enquanto a gente bota a mão na massa
Enquanto a gente assa o pão
Vem a inspiração
Vem cá, irmão
Vem que a canção vai dar o ar da graça
Graça suficiente que alegra a vida
E agente mostra os dentes num sorriso
Graça que se extravasa em nossas mãos
Se a gente enche a laje em mutirão
Quando é preciso
Porque preciso é justo ao necessário
Nem forte,nem fraco nem retardatário
Nem antes do tempo
Movimento de acrobata, exato
Se a vida é por um triz
Entrego ao Deus atento
Roberto Diamanso
Biruta
Biruta, você me chama
Um coador,
não de pôucafé
Na posição horizontal
Quero ser e viver assim, tal qual
Posto que o Vento sopra onde quer
Coador sem fundo
Sem ter onde nem o que guardar
Sem poder jamais estar cheio em si mesmo
Mas seja existir para orientar alguém que vem de lá
Vagando a esmo...
Roberto Diamanso
Um coador,
não de pôucafé
Na posição horizontal
Quero ser e viver assim, tal qual
Posto que o Vento sopra onde quer
Coador sem fundo
Sem ter onde nem o que guardar
Sem poder jamais estar cheio em si mesmo
Mas seja existir para orientar alguém que vem de lá
Vagando a esmo...
Roberto Diamanso
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